Como funciona a portaria remota: critérios a considerar em casos de queda de energia ou internet

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É importante entender como funciona a portaria remota, diferente do que muitos pensam, o sistema se torna ainda mais seguro para condomínios residenciais e empresas. Desta maneira o empreendimento passa a ter monitoramento 24 horas por câmeras de segurança, além disso, toda conversa com visitantes, moradores e prestadores de serviços são gravados. Ninguém entra ou sai sem antes passar por um cadastramento e identificação.

Através do sistema de portaria remota não existe mais a possibilidade de visitantes ou terceiros terem acesso ao condomínio sem ser identificado, tudo é feito por sistema, registrado e gravado com o acompanhamento de um agente remoto. O monitoramento 24h consegue ser mais eficiente do que a ronda no condomínio, pois nesta modalidade não é possível estar presente em todos os pontos ao mesmo tempo.

Mas, quando o condomínio residencial adota o sistema de portaria remota uma das preocupações que o síndico ou gestor deve ter, diz respeito à previsão de riscos relacionados em casos de quedas de energia, oscilações e falta de internet.  

Já que o controle de acesso é feito com câmeras e equipamentos a distância, é crucial evitar que o nível de segurança diminua ao invés de aumentar. Ou seja, os equipamentos devem operar de forma ininterrupta e assim garantir a proteção e minimizar ações de criminosos, pois a operação não pode parar.

Neste artigo vamos falar sobre como funciona a portaria remota em situações emergenciais diante de uma pane como a falta de energia elétrica e quais os cuidados são necessários avaliar durante o processo de escolha, antes de contratar o serviço de segurança para o seu condomínio ou empresa.

1 – O que é e como funciona a portaria remota?

A portaria remota surgiu através da necessidade dos condomínios residenciais e empresariais em aumentar o nível de segurança diante do alto índice da criminalidade. Entretanto, tem se tornado uma alternativa cada vez mais utilizada em condomínios que buscam reduzir custos operacionais, principalmente com folhas de pagamento de funcionários, sem comprometer a segurança e bem-estar de moradores e síndicos.

Mas, de acordo com um estudo levantado pelo SECOVI, 90% das intrusões em condomínios acontecem pelas entradas de veículos e pedestres, portanto, devido a tal vulnerabilidade, criou-se a ideia de integrar tecnologias e alinhar procedimentos para que este controle seja feito à distância.

Tecnicamente a portaria remota funciona através da centralização de cinco tecnologias, que são implantadas no condomínio e que são centralizadas em uma plataforma de software em uma central de monitoramento. Essas tecnologias são: telefonia IP, CFTV, automação, alarme e controle de acesso.

2 – Portaria Remota: Alta disponibilidade e contingência elétrica

Se tratando de um sistema estratégico que implica a segurança dos moradores do condomínio, a escolha dos dispositivos deverá ser muito criteriosa. Recomenda-se identificar marcas de fabricantes com comprovada qualidade nos seus produtos, considerando um alto nível de disponibilidade, mesmo nos casos de eventuais panes e falhas.

A alimentação elétrica é um componente vital e deverá ser fornecida com sistemas de reserva, como geradores e nobreaks, incluindo a manutenção e testes regulares, evitando interrupções do sistema durante uma eventual falta ou corte de fornecimento de energia.

Outros dispositivos considerados essenciais para o funcionamento do sistema poderão dispor de itens de reserva e ou de redundância. Estes cuidados deverão ser considerados localmente e também remotamente, atentando para que a central de monitoramento de portaria remota que estará controlando o sistema também disponha de redundância em seus dispositivos principais, e das devidas medidas de contingência elétrica em suas instalações.

3 – Comunicação com a central de monitoramento

Outro aspecto crítico no tocante à segurança e à alta disponibilidade do sistema,  é o circuito de comunicação entre o condomínio e a central de monitoramento de portaria remota. Não basta apenas disponibilizar uma conexão à internet sem garantias de níveis de serviço, pois uma falha na comunicação pode representar a interrupção do serviço e a perda de controle do condomínio remoto, sendo assim recomenda-se a utilização de links de comunicação dedicados, com garantias de níveis de funcionamento, se possível acima de 98% de disponibilidade, 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Em complemento e considerando as eventuais necessidades de interrupção, durante as atualizações de sistemas ou panes, deve-se disponibilizar também uma rede de comunicação redundante, permitindo manter o controle do condomínio e desta forma evitar falhas na segurança da portaria remota.

Por isso, é necessário calcular com precisão o valor do prejuízo em horas ou minutos de uma queda de conexão, e assim avaliar antecipadamente os danos tangíveis e intangíveis e definir as estratégias para minimizar ou neutralizar riscos adversos. O síndico deve estar resguardado acerca de como a empresa de portaria remota tratará de situações emergenciais, como a falta de fornecimento de energia na região e até considerar uma pane nos portões.

5 – Portaria Remota: Se a internet cair ou ficar instável?

O melhor cenário possível para a portaria remota é a conexão ponto a ponto, porém, quando se usa a internet e ela cai ou fica instável, como o sistema de controle de acesso continua funcionando, os moradores não irão ser prejudicados, porém, para acesso dos visitantes, o ideal é o deslocar um porteiro presencial e ele tratar os acessos durante tal período.

A Marshalsseg possui o diferencial de trabalhar com links dedicados, o que permite uma alta confiabilidade no sistema, caso tudo deixe de funcionar seja energia ou internet. Contamos com um grande grupo de apoio por trás, ou seja, fornecemos mão de obra e estrategicamente encaminhamos um porteiro ou vigilante para ficar no local até que as condições sejam estabelecidas.

A gestão eletrônica e remota das portarias viabiliza uma economia nos custos de mão de obra e encargos, com reduções que podem chegar até a 60% quando comparados aos valores para a gestão de uma portaria convencional.

Esta redução de custos é sem dúvida o principal fator decisivo para a sensibilização e o convencimento dos síndicos e dos demais moradores; estas economias irão em um primeiro momento viabilizar os investimentos necessários para implantação do sistema com os novos dispositivos, que serão portanto financiados sem ônus para o condomínio e com prazos de retorno sobre o investimento (pay back) bastante reduzidos. Em seguida, as economias aparecerão rapidamente como reduções nas taxas de condomínio.

Porém, além dos aspectos financeiros que são obviamente importantes, muitos outros critérios devem ser considerados para permitir uma escolha assertiva, contemplando um projeto completo e bem elaborado,  permitindo que as fases de implantação, de início e pós operação,  possam ocorrer em harmonia, com serenidade e profissionalismo, garantindo sobretudo a segurança e a satisfação dos condôminos.

Assim será recomendável considerar de forma detalhada também a escolha da solução tecnológica, a empresa instaladora dos sistemas e dos serviços de operação remota, as especificidades e particularidades do condomínio, as regras e rotinas operacionais, o treinamento e os níveis de garantia, dentre outros pontos.